Capítulo 1
Pesadelo
Num dia chuvoso, exatamente ás 14:27, um sujeito com capa de chuva rosa e um Milk Shake de chocolate nas mãos atravessava a rua 23 em NY. O rosto de Sarah não negava o seu passado.
Chegou em casa, abriu a caixa de correspondência e lá estavam cartas de milhares de fãs. Sarah abriu a porta e abriu um envelope, jogando os outros na mesa da cozinha. Deixou sua bolsa no sofá e subiu as escadas até o seu quarto lendo a carta que dizia:
Sarah,
DESEJAMOS TUDO DE BOM PRA VOCÊ ! VOCÊ VAI CONSEGUIR ESQUECER ESSA TRAGÉDIA E SUPERÁ-LA. NOS EMOCIONAMOS ASSISTINDO A SUA ENTREVISTA NO PROGRAMA DA OPRAH!
MELHORAS ...
De suas fãs Amy e Trish
Sarah rasgou a carta juntamente com as outras e as atirou no lixo. Por um momento todo o seu passado veio á tona.
Lembrou-se das várias vezes em que foi quase assassinada por sua melhor amiga , Luiza, lembrou-se do rosto dela sangrando após levar um tiro do Detetive Matheus. Neste mesmo dia, Sarah, havia levado um tiro de Alberto June Campos, pai e cúmplice de Luiza. Mas graças aos deuses Luiza, nem Alberto sabiam que ela estava usando um colete á prova de balas.Sarah sentiu um arrepio ao lembrar disso. Foram dois anos e sete meses de consultas á psicólogos para se recuperar do trauma. E hoje ela era uma bela e influente repórter do canal 17. Uma garota respeitada e prestigiada pela sua coragem e determinação.
Sua amiga Luiza havia morrido, mas o paradeiro de Alberto ainda era desconhecido em todo o mundo. E isso a deixava desconfortável, como se ele fosse reaparecer a qualquer momento e iniciar novamente aquela horrorosa matança.
Sarah assistiu televisão até ás três da madrugada. Sarah quase não dormia, ia sempre dormir três ou cinco da madrugada e acordava sete horas da manhã para o trabalho.
Ela chegou cedo no serviço. Algumas pessoas não gostavam mas Sarah não se importava em estacionar o seu carro no espaço de número 666, não ‘estava nem ai’ se fosse ou não o número da besta. Ela não tinha fé em mais nada, muito menos em Jesus.
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