- Olha! Se você quiser pode ir embora descansar. Depois eu digo pra Alice que você teve que sair urgentemente. Mas... Não se esqueça do nosso compromisso amanhã...
- OK! Pode ficar tranqüilo não vou esquecer. Mas eu vou ficar! Depois a Alice pode achar que eu estou com preguiça de trabalhar.
Sarah e Brad não gravaram naquele dia. Ficaram apenas caminhando prá lá e pra cá pelos corredores ajudando aos familiares da família McStill que estavam desamparados.
Depois das onze da manhã, quando a chuva parou, Sarah foi embora da emissora. Pegou uma carona até a esquina de sua casa. A Ferrari Vermelha de Brad era incrivelmente confortável.
Chegou em casa abatida pelo cansaço. Caiu no sofá e dormiu.
O pesadelo de Sarah começou assim:
Ela estava andando numa rua deserta, pelo frio que sentia devia estar fazendo cinco graus abaixo de zero. Sarah começou a correr procurando por alguém. Andou muito até achar um monte de pessoas aglomeradas. Todas olhavam para algo que vinha do céu. As pessoas estavam paralisadas como estatuas, não piscavam e nem respiravam, mas Sarah sentia que elas ainda estavam vivas. Sarah tentou enxergar o que vinha do céu, mas não conseguiu ver nada. Quando baixou os olhos para si mesma viu que estava totalmente despida e que agora todas as pessoas olhavam para ela. Um clarão se formou no céu, um barulho ensurdecedor com o de uma bomba começou a estremecer o chão. Uma figura desceu do céu infinito pousando aos pés de Sarah. Algum tipo de anjo com asas negras e de manto negro segurava uma foice. Sarah queria gritar mas sua voz não saia. O anjo negro foi se aproximando. Ela tentava enxergar o rosto do anjo mas estava coberto pelo manto. As pessoas que até então estavam paralisadas, começaram a aplaudir o anjo negro. Ele foi se aproximando cada vez mais de Sarah, cuja estava tremendo de frio e medo. Sarah tentou correr, mas continuou imóvel. O anjo ficou frente com Sarah, ele ergueu sua foice. As pessoas aplaudiam e gritavam loucamente em louvor ao anjo negro. Sarah sentiu que era seu fim. O anjo desceu a foice com toda a força sobre Sarah.
O despertador tocou bem a tempo. Sarah deu um pulo do sofá. Suas mãos estavam frias e ela suava muito.
Tentou se acalmar com um chá e funcionou. Sarah estava atrasada para entrevista no programa de Walter Holt. Um dos programas de fofocas mais influente em NY. Sarah não se importava em expor sua vida e o seu passado em programas, o importante era quanto a pagavam por isso.
O banho foi rápido.
Sarah tirou o carro da garagem e partiu ao encontro de Walter e sua produção de fofoqueiros.
Ela tentava esfriar a cabeça, mas depois daquele pesadelo, cada suspiro parecia ser o último.
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